Pai leva garoto de 8 anos para explodir caixa eletrônico

Na casa do suspeito foram apreendidas 22 bananas de dinamite roubadas há seis meses numa pedreira

João Carlos de Faria, Agência Estado

15 de maio de 2012 | 19h00

TAUBATÉ - Um homem preso na manhã de segunda-feira, 15, surpreendeu a polícia de Guaratinguetá, em São Paulo, por levar o filho de oito anos para a explosão de uma agência do banco Santander. O fato, ocorrido na última sexta-feira foi captado por câmeras vizinhas ao local. Além do filho, ele estava acompanhado de um comparsa que teria sido o responsável por colocar os explosivos no local. O segundo suspeito está foragido.

Fernando Belo de Faria Carvalho, 29 anos, ex-funcionário da pedreira da Serveng Civilsan, localizada em Aparecida, foi preso por volta das 6h40 de segunda-feira, perto da casa dele, no bairro Vista Alegre, na periferia da cidade. As imagens mostram o rapaz em seu carro, juntamente com a criança, que acreditava estar indo passear com o pai.

Em seu depoimento, Carvalho afirmou ter levado o menino para participar da ação por não ter com quem deixá-lo. A mãe trabalha à noite em um restaurante. Segundo o delegado Adilson Marcondes dos Santos, chefe da DIG de Guaratinguetá, ao ser levada à delegacia para depor, a mulher, surpresa, chorou muito e ficou "estupefata". "Ela disse que desconhecia as atividades criminosas do marido à noite", afirmou o policial.

Na casa de Carvalho, que confessou o crime, foram apreendidas 22 bananas de dinamite que, segundo a polícia, fazem parte de um lote de 40, roubadas há seis meses na pedreira, possivelmente com a ajuda de outro funcionário, que também foi preso. Santos trabalhou na empresa por cinco anos. A identificação de Carvalho foi possível, segundo Santos, graças ao cruzamento de informações da investigação. A polícia desconfia que uma das bananas tenha sido usada numa explosão da delegacia de Aparecida, no último dia 3 de maio. "Faltam encontrar as 15 bananas restantes, que podem estar em poder de bandidos", disse o delegado.

Ainda de acordo com a polícia, a explosão da agência teria sido para desviar a atenção, uma vez que o alvo seria o caixa eletrônico do banco, localizado no bairro do Pedregulho, a quase três quilômetros daquele local. O rapaz é réu primário, mas foi preso em flagrante por posse ilegal de explosivos. Ele deve ser indiciado por formação de quadrilha, tentativa de furto qualificado e explosão, podendo ser condenado a mais de dez anos de prisão.

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