Pais de estudante reconhecem suspeito de matar a filha

O morador de rua Augusto Cesar de Souza, de 27 anos, foi reconhecido pelos pais da estudante de Administração Karla Leal dos Reis, de 25 anos, como o homem que matou a sangue frio a filha do casal, na noite de domingo. Com uma extensa ficha policial, Souza foi colocado em liberdade há quatro meses após cumprir pena de quatro anos por roubo em Bangu 2. Em depoimento na 6ª Delegacia de Polícia da Cidade Nova, o acusado negou o crime e disse que visitava a mãe em Coelho Neto, no subúrbio do Rio. No entanto, o álibi foi desmentido pela namorada dele, uma moradora de rua identificada como Cíntia. Investigadores suspeitam que ele estivesse sob efeito de crack no momento do crime.

PEDRO DANTAS, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 13h06

"O reconhecimento da mãe não deixa dúvidas. Além da semelhança com o retrato falado. Ela inclusive lembrava que ele não tinha os quatro dentes superiores. Ele raspou o bigode e achou que não seria reconhecido, mas errou", declarou o delegado titular 6ª Delegacia de Polícia da Cidade Nova, Rodolfo Waldeck. Souza foi indiciado por latrocínio e teve a prisão temporária decretada por 30 dias.

A polícia ainda procura os dois outros comparsas de Souza e não descarta a hipótese de ambos serem menores. Dois homens foram detidos, mas não foram reconhecidos pelos pais da vítima. Karla foi morta na frente dos pais após entregar seus pertences aos assaltantes e pedir de volta a Bíblia e o crachá de estagiária. O assassino devolveu, mas atirou na nuca da estudante, nas proximidades da sede administrativa da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. No total, a assaltante cometeu o crime por três aparelhos de celular, de Karla e dos pais, e R$ 20.

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