Pais de jovem morta em parque prestam depoimento

Os pais da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu após cair de um brinquedo no parque Hopi Hari no dia 24 de fevereiro, prestam depoimento quinta-feira, na 2ª Delegacia Auxiliar da Corregedoria de Campinas (SP).

TATIANA FAVARO, Agência Estado

28 Março 2012 | 19h17

Segundo informou o advogado de Silmara e Armando Nichimura, Ademar Gomes, os pais pediram a abertura de dois inquéritos policiais. Um deles, para apurar a responsabilidade pelo vazamento de imagens da menina morta. Outro, para investigar quem foi o responsável pela primeira e equivocada perícia, feita em uma cadeira na qual Gabriella não sentou naquele dia. A perícia no lugar certo foi feita apenas cinco dias após o acidente, quando os pais apresentaram à Polícia Civil de Vinhedo uma fotografia que provava que a adolescente ocupava um assento do brinquedo La Tour Eiffel que deveria estar interditado.

"Queremos explicações e que os responsáveis sejam penalizados", afirmou Ademar Gomes. "Queremos que seja apurado quem tirou as fotografias da Gabriella morta e deixou essas imagens vazarem", disse. "E queremos saber por que os peritos fizeram uma perícia falsa. Se foram induzidos a erro, que apontem quem indicou e a pessoa seja questionada sobre o porquê de indicar o lugar errado", completou o advogado.

A reportagem não localizou o diretor do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas, Nelson Patrocínio da Silva, que conduziu perícias realizadas no Hopi Hari. No início do mês, Silva não quis comentar o fato de a primeira avaliação dos peritos ter sido feita no assento errado. O diretor do IC afirmou, na ocasião, que não daria entrevista antes de sair o laudo oficial.

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