Pais de jovem morta no Hopi Hari voltam para o Japão

Advogado da família informou que irá acompanhar o inquérito policial

Tatiana Fávaro, Agência Estado

02 Abril 2012 | 17h57

CAMPINAS - Os pais da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu após cair de um brinquedo no Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, no dia 24 de fevereiro, voltaram neste fim de semana ao Japão, onde moram. De acordo com o advogado da família, Ademar Gomes, a viagem estava programada para a noite de sábado, mas ocorreu no domingo. O casal Silmara e Armando Nichimura e a irmã de Gabriella, de 9 anos, moram em Iwata de acordo com o advogado. Eles estavam em férias no Brasil, na casa de parentes em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O advogado informou que ele vai acompanhar o inquérito policial e ficará responsável por tomar as decisões judiciais cabíveis após os resultados das investigações. Gomes informou que os pais podem voltar ao Brasil caso haja necessidade. "Acredito que o inquérito ainda leve uns dois meses para ser concluído", afirmou. O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, disse na semana passada que a expectativa é encerrar o inquérito ainda este mês.

Tragédia. Gabriella caiu da atração La Tour Eiffel. A cadeira usada por ela estava com a trava desativada, o que a fez despencar de aproximadamente 20 metros. Os cinco funcionários do Hopi Hari que trabalhavam no brinquedo quando houve o acidente admitiram à polícia saber da trava desativada e disseram ter alertado os superiores. Mas entraram em contradição ao relatar o que cada um fazia na hora da tragédia e a quem caberia supervisionar a entrada. O vice-presidente do parque, Claudio Guimarães, afirmou que um conjunto de falhas causou a tragédia.

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