País divulga redução de desmate e cobra desenvolvidos

O anúncio da redução de 27% da taxa de desmatamento deve ser usado pelo País nas negociações do clima para pedir mais ambição dos países desenvolvidos em seus esforços de redução das emissões de gases de efeito estufa.

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h00

Chefe da negociação brasileira na Conferência do Clima das Nações Unidas, André Corrêa do Lago, que chegou a ser aplaudido quando fez o anúncio em plenária, disse à imprensa que essa é uma indicação forte de como os países em desenvolvimento estão cumprindo seus compromissos. "Estamos falando da redução da maior fonte de emissões que o Brasil tinha. O desmatamento respondia por mais de 60% das nossas emissões", declarou.

Lago disse ainda que essa é "uma demonstração de que os países em desenvolvimento estão fazendo tudo o que disseram que iam fazer nesta convenção. E os desenvolvidos não estão entregando o que concordaram em fazer".

Com essa redução, o Brasil se aproxima da meta voluntária acordada em 2009, na COP do Clima de Copenhague, de chegar a 2020 com uma taxa de desmatamento de 3.907 km - 80% menor do que poderia estar se a taxa média de desmatamento verificada entre 1996 e 2005 continuasse crescendo no ritmo anterior.

"A redução de desmatamento é um processo de longo prazo. Ter reduzido agora não significa que ainda não seja necessário um esforço para continuar nesse ritmo e ter certeza de que ele será mantido", completou Lago. G.G.

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