Pais e alunos desconsideram ranking

Com o aumento do número de universidades federais que adotam o Enem como vestibular, o exame tem ganhado importância a cada ano. Apesar disso, o fato de várias escolas tradicionais de São Paulo terem sumido do ranking de 2011 não incomodou pais e alunos.

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h03

"Não há importância alguma nessa lista. É mais importante a história da escola, a opinião de conhecidos, a localização", diz a decoradora Luciana Boratto, de 33 anos, mãe de Valentina, de 7, que estuda no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. O Dante foi uma das 12 escolas particulares da capital que figuravam entre as 50 melhores no ranking do Enem nos dois anos anteriores, mas não apareceram na lista divulgada anteontem. Só aparecem na lista as escolas em que mais da metade dos alunos do 3.º ano fizeram o exame.

O próprio coordenador pedagógico do Dante gostou do critério. "Acho muito positiva a estratégia do MEC de não divulgar a nota das escolas com menos de 50% de participação. Assim, evita-se o ranking", disse o coordenador Lauro Estaggiari.

Segurança. Em outras escolas a opinião era a mesma. "Fiz o Enem porque quero estudar Engenharia na UFSCar. Mas, para mim, não há o menor problema de o colégio não estar na lista. Não conta nada", diz Gabriel Costa, de 17 anos, aluno do 3.º ano do Vera Cruz. Seu colega João Luís Thompson vai se candidatar à USP, mas decidiu fazer o Enem para treinar. "Fiz como simulado."

Em frente ao Colégio Santa Cruz, também em São Paulo, o pai de um aluno se revoltou com a mudança na divulgação. "Apesar de saber que a escola é boa, todo pai gosta de ver o colégio de seu filho na lista. Não importa se poucos ou muitos fizeram. Quero saber qual foi a pontuação e ficar seguro de que fiz a escolha certa", diz ele, que preferiu não se identificar. / OCIMARA BALMANT e P.S.

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