País influenciou escolha do Chile para telescópio

O apoio do Brasil foi importante para que a cúpula da ESO decidisse erguer as instalações do European Extremely Large Telescope (ELT) no Chile, afirma o chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, Ademar Seabra, confirmando informações do jornal chileno El Mercurio.

Alexandre Gonçalves, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2010 | 00h00

O Brasil contribuiu para derrotar o lobby que pretendia levar o instrumento a um arquipélago espanhol: as Ilhas Canárias. A Espanha, que é membro da ESO, ofereceu 300 milhões para ter o observatório em seu território.

Seabra disse ao Estado que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Sebastián Piñera conversaram sobre o tema há cerca de um mês, quando Piñera visitou o Brasil. Dias depois, o governo brasileiro manifestou formalmente apoio à construção do ELT na América Latina.

Seabra sublinha que caberá ao Ministério da Ciência e Tecnologia definir como será a participação brasileira na ESO.

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