Pais reafirmam que jovem sentou em cadeira quebrada

Os pais de Gabriella Nichimura, adolescente de 14 anos que morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel, no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), no dia 24 de fevereiro, prestaram depoimento nesta quinta-feira à Corregedoria da Polícia Civil em Campinas e ratificaram em suas declarações que a filha estava sentada em uma cadeira que deveria estar interditada, diferentemente do assento periciado em uma primeira avaliação feita por profissionais do Instituto de Criminalística de Campinas.

TATIANA FAVARO, Agência Estado

29 Março 2012 | 19h46

O advogado de Silmara e Armando Nichimura, Ademar Gomes, disse que os pais pediram que a responsabilidade pelo equívoco na perícia seja investigada, bem como sejam identificados os responsáveis pelo vazamento de imagens da menina morta. "Os pais ratificaram que a perícia foi feita na cadeira errada. Eles não sabem por que os peritos agiram dessa forma, se houve interesses escusos ou má fé, se houve interveniência do parque. Tudo isso foi questionado", afirmou Gomes. "Pedimos que o diretor do Instituto de Criminalística nos dê uma resposta. O delegado, assim que tomou conhecimento, determinou nova perícia", disse. "Com relação às fotos, queremos saber se foram tiradas na ambulância, no hospital, no IML, onde foram".

O advogado do Hopi Hari, Alberto Toron, afirmou que o parque não teve nenhuma interferência sobre a maneira como a perícia foi realizada. "A perícia foi conduzida pelos depoimentos colhidos pela própria polícia, a partir de pessoas que estavam no parque e eram estranhas aos quadros do parque, portanto o parque não teve nenhuma interferência", disse.

O delegado responsável pelo caso, Álvaro Santucci Noventa Júnior, disse nesta quinta-feira que também aguarda apuração sobre o vazamento das imagens. "Em relação à perícia, o advogado está no direito dele, mas considero prematuro se falar em erro, porque sempre trabalhamos com muita vontade e cautela. E em um primeiro momento é muito difícil para a polícia, num caso, saber 100% do que aconteceu. Ele está empenhado em mostrar uma coisa que, ao meu ver, não tem cabimento", afirmou Noventa Júnior.

O delegado disse que ainda não recebeu o laudo da perícia e que o documento deve sair no início de abril. Noventa Júnior deve ouvir ainda mais três depoimentos, entre gerentes e direção do parque. A reportagem não localizou o diretor do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas, Nelson Patrocínio da Silva, que conduziu perícias realizadas no Hopi Hari e disse, em outra ocasião, que só se pronunciará após sair o laudo oficial. O advogado dos pais de Gabriella Nichimura informou, ainda, que Silmara e Armando Nichimura devem voltar ao Japão, onde moram, até o início da próxima semana.

Mais conteúdo sobre:
acidenteHopi Hariinvestigação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.