País tem mortalidade infantil alta em comparação aos vizinhos

Brasil registra 23,3 óbitos para cada mil nascidos, contra 13,4 da Argentina e 7,2 do Chile

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

27 Novembro 2008 | 10h22

A taxa de mortalidade infantil no Brasil prossegue em queda, mas é elevada em relação a outros países vizinhos e poderá registrar novos recuos significativos até 2015. Em estudo divulgado nesta quinta-feira, 27, o IBGE destaca o aumento da escolaridade feminina, a elevação do porcentual de domicílios com saneamento básico adequado (esgotamento sanitário, água potável e coleta de lixo) e o acesso aos serviços de saúde contribuíram para a queda da taxa de mortalidade infantil em todo o País.   Veja também: População brasileira vai parar de crescer em 2039, afirma IBGE   País terá 7 milhões de mulheres a mais do que homens em 2050    "Contudo, ainda há um longo percurso pela frente, uma vez que a mortalidade infantil no Brasil, estimada em 23,3 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos, em 2008, é alta quando comparada com os indicadores correspondentes aos países vizinhos do cone sul para o período 2005 - 2010", diz o texto da pesquisa.   No mesmo período, países como, por exemplo, Argentina (13,4 por mil), Chile (7,2 por mil) e Uruguai (13,1 por mil) registraram taxas bem menores. Ainda de acordo com os técnicos, é importante lembrar que, em 1970, a taxa de mortalidade infantil no Brasil estava próxima de 100 óbitos de crianças menores de 1 ano por mil nascidos vivos.   De acordo com os parâmetros utilizados na projeção da população do Brasil - Revisão 2008, o País poderá reduzir sua mortalidade infantil para 18,2 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos até 2015, e a esperança de vida ao nascer deverá atingir os 74,8 anos. Já a probabilidade de um recém-nascido falecer antes de completar os 5 anos de idade poderá experimentar um declínio de 32,9%, hoje, para 21,6%0 em 2015.   Fecundidade   A taxa de fecundidade do Brasil deverá chegar à chamada taxa limite, de 1,50 filho por mulher, entre 2027 e 2028, prosseguindo nesse patamar até 2050. A taxa de fecundidade atual no País é de 1,86 filho por mulher.   O estudo lembra que a fecundidade no Brasil foi diminuindo ao longo dos anos, "basicamente como conseqüência das transformações ocorridas na sociedade brasileira, de modo geral, e na própria família, de maneira mais particular". Com isso, a fecundidade, em 1991, já se posicionava em 2,89 filhos por mulher e, em 2000, em 2,39 filhos por mulher.

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