País terá mais centros para isolar dengue

Ministério da Saúde estuda quais centros poderiam ser habilitados para identificar os 4 [br]sorotipos do vírus

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2011 | 00h00

O Ministério da Saúde ampliará o número de laboratórios capacitados para isolar do vírus da dengue. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a pasta iniciou estudos para verificar quais centros poderiam ser habilitados para essa atribuição. Atualmente, a tarefa é executada pelos laboratórios Evandro Chagas (PA), Adolfo Lutz (SP) e Fiocruz (RJ).

"Precisamos ampliar nossa capacidade de diagnóstico, descentralizar. Agilidade na detecção de mudanças no comportamento da doença é fundamental para traçar estratégias de prevenção e controle", disse Barbosa. O isolamento é feito para descobrir qual tipo de vírus está circulando. Existem quatro sorotipos, batizados de 1,2,3 e 4.

O secretário afirmou não haver um número fechado de quais centros passarão a fazer a identificação do vírus. A expectativa, segundo ele, é que no próximo verão o serviço de diagnóstico esteja descentralizado.

Uma das preocupações é a agilidade para identificar o aparecimento do sorotipo 4. O reaparecimento dele no Brasil foi confirmado ano passado. Até agora, 12 pacientes tiveram a infecção comprovada: 10 em Roraima, 1 no Amazonas e 1 no Pará.

O ministério também está preocupado com a execução das medidas de prevenção. Barbosa contou que a equipe da pasta estuda mecanismos para garantir que administradores tomem as medidas necessárias para combater o mosquito transmissor. Algo que, segundo estatísticas de números de focos do Aedes aegypti e de casos confirmados, deixam muito a desejar.

"Hoje vivemos num sistema perverso. Municípios que não cumprem sua parte na prevenção, ao apresentar epidemia, são depois socorridos com verbas extra para tentar reduzir os estragos do problema. É uma espécie de premiação dos maus gestores", disse. A intenção do governo, de acordo com Barbosa, é mudar essa relação: estipular metas e criar mecanismos para que, caso elas não sejam cumpridas, gestores saiam perdendo. "Isso não significa criar uma punição. Podemos seguir em direção oposta: benefícios para os que cumprirem as metas."

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