Países celebram avanços para salvar a camada de ozônio

Delegados dos 191 países signatários doProtocolo de Montreal, que trata da redução das emissões desubstâncias prejudiciais à camada de ozônio, comemoraram nesta sexta-feira, 3, emNova Délhi, os bons resultados obtidos nos últimos anos.Na reunião anual estipulada pelo protocolo, assinado em 1987, ospaíses signatários se comprometeram a continuar no compromisso deeliminar as substâncias que destroem a camada de ozônio e acabar como comércio ilegal desses materiais.A extensão do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu um recorde histórico nesteano, de 27,5 milhões de quilômetros quadrados, segundo uma mediçãofeita pela Nasa. De acordo com o secretário-executivo do Protocolode Montreal, Marco González, isso se deve "ao fato de a temperaturada Antártida estar mais baixa que o normal neste ano".Segundo González, a quantidade de substâncias prejudiciais àcamada de ozônio lançada na atmosfera é de "apenas 100 miltoneladas", em comparação ao 1 milhão de toneladas de 1987, ano daassinatura do protocolo."Os progressos ocorreram em todos os níveis: países desenvolvidosreduziram suas emissões em 98%, e os países em desenvolvimentofizeram um corte de 50%", disse González.Tom Land, ex-presidente do escritório do Protocolo de Montreal,disse em entrevista coletiva que, apesar disso, o buraco na camadade ozônio continua sendo "preocupante", porque as moléculaspoluentes permanecem atuando na atmosfera por um longo tempo. Por isso, os avanços sócomeçarão a ser percebidos em alguns anos."Há um período de sete anos entre a produção da substância e suarepercussão sobre a molécula de ozônio, mas os cientistascomprovaram que, desde 2002, quando foi registrado o recordehistórico de substâncias poluentes na estratosfera, os índices estãomelhorando", disse Land.O Protocolo de Montreal, assinado por 191 países, estipula arealização de um encontro anual entre seus membros, para avaliar ocumprimento geral dos compromissos, "com alta porcentagem de êxito",segundo González.

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