Países da AL querem mudar a avaliação Pisa

O Ministério da Educação lutará para alterar o Pisa, programa internacional de avaliação de estudantes feito pela Organização para o Desenvolvimento e Cooperação (OCDE, sigla em inglês). Em estudo do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), o governo brasileiro critica como é feita a amostra em cada país, o fato de a avaliação ser feita por idade - aos 15 anos e não por série - e o de não levar em consideração índices como o fluxo e a universalização do ensino.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h04

Ontem, no encontro de ministros da Educação do Mercosul, que incluiu convidados como Peru, Equador, Bolívia e Chile, a ideia ganhou força com a adesão dos demais países. Outros governos, especialmente o da Argentina, também têm críticas à forma como a avaliação, cuja participação é voluntária, é feita.

Em seminário no início de 2013, em Buenos Aires, um documento comum deverá ser preparado para ser levado à OCDE. "Vamos fazer um documento do Mercosul e levar ao conselho. Temos de pensar se é possível ter essa flexibilidade", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "Já conversamos com eles, que estão plenamente dispostos a analisar mudanças."

O grupo de países também planeja a criação de um índice regional de avaliação, que poderia incluir uma prova nos moldes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) brasileiro, mas certamente levará em contas índices sociais, de atendimento e de fluxo, como repetência e abandono. / L.P.

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