Países do Golfo Árabe se reúnem para discutir união mais próxima

Os países do Golfo Árabe iniciaram nesta segunda-feira uma reunião de cúpula para discutir uma união mais estreita, como parte de uma estratégia das ricas monarquias sunitas para combater o descontentamento muçulmano xiita no Barein e a crescente influência iraniana.

ANGUS MCDOWALL, REUTERS

14 Maio 2012 | 13h35

Fontes do Golfo disseram que o encontro foi destinado principalmente a preparar o cenário para uma união mais estreita entre o Barein e a Arábia Saudita, que estão preocupados com o descontentamento entre seus súditos xiitas contra as dinastias sunitas.

Os países do Golfo Árabe acusam o Irã, o poder xiita que está buscando ampliar sua influência na região, de fomentar a agitação -uma acusação que o Irã nega.

Eles também estão preocupados que um impasse internacional sobre o programa nuclear do Irã poderia provocar um conflito armado que possa colocá-los despreparados em um confronto com um vizinho mais poderoso.

"A cúpula vai discutir todos os pontos, incluindo os pontos de união", disse o ministro das Relações Exteriores do Barein, Khalid bin Ahmed Al Khalifa, após conversações preparatórias em Riad no domingo.

O ministro da Informação do Barein, Samira Rajab, afirmou no domingo que espera que "haja um anúncio de dois ou três países". "Nós não podemos ter certeza, mas eu tenho uma forte expectativa."

O pequeno Estado-ilha, que, como outros países do Golfo, é governado por uma dinastia sunita pró-EUA, tem sido sacudido por uma revolta entre a maioria xiita há mais de um ano, depois de reprimi-la temporariamente em março de 2011 com a ajuda das tropas sauditas.

A Quinta Frota da Marinha dos EUA, que patrulha as águas do Golfo e rotas importantes de transporte de petróleo, também fica baseada no Barein.

Os países do Golfo Árabe já estão ligados militarmente, politicamente e economicamente sob o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). Mas a união atualmente em discussão se destina a capacitar um país para vir em auxílio de outro se ele se sentir ameaçado, como aconteceu no Barein.

Analistas dizem que, unindo-se com o Barein, a Arábia Saudita iria ganhar mais controle sobre a segurança de seu vizinho pequeno e enviaria uma mensagem de união árabe sunita para o Irã.

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ARABIASAUDITA REUNIAO UNIAO*

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