Palavra de honra vale mais que documentos

O tanomoshi é uma ação japonesa entre amigos ou entre integrantes de uma comunidade. Trata-se de um ‘consórcio’ de dinheiro que não cobra juros nem taxas. É praticado na colônia japonesa desde o início da imigração ao Brasil e hoje está aberto a brasileiros amigos. O sistema é organizado por um oya (líder que forma o grupo). Não há número fixo de integrantes. Quando o grupo fecha, o oya se encarrega de organizar as reuniões. Na primeira, são estabelecidas as regras: valor das mensalidades (a primeira é em espécie), duração do grupo, datas das próximas reuniões.  No primeiro mês, o valor é do oya. Nos meses seguintes, leva o valor total quem dá o maior lance, no caso, o agari que, nos meses seguintes, terá de acrescentar à mensalidade o valor a mais que solicitou. Este é só um dos sistemas, cada tanomoshi tem suas próprias regras. Não há documentos: em caso de calote, o oya assume as perdas. Mas não honrar o compromisso traz desonra - e, para o japonês, a honra está acima de tudo. Em São Paulo, o Rotary Liberdade promove um tanomoshi a cada 30 meses, com cerca de 60 sócios. Todos os meses, 4% do valor arrecadado é doado para Fundação Rotária.

10 de novembro de 2007 | 19h14

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.