Palmeiras renasce, mas missão ainda é difícil

Após crise e críticas, equipe reconquista a torcida, faz 3 a 1 e sonha com título após 15 anos

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2009 | 00h00

Depois da crise, o renascimento. Graças a seus próprios méritos e, também, ao Goiás, o Palmeiras chega à última rodada com chance de vencer o Campeonato Brasileiro após 15 anos.Dois pontos separam a equipe de Muricy Ramalho do Flamengo de Andrade (64 a 62). O problema é o Inter, com o mesmo número de pontos e uma vitória a mais (18 a 17).

Os 3 a 1 diante do Atlético-MG foi o penúltimo ato de uma equipe que enfrentou mais do que um rival em campo. O confronto com a desconfiança da torcida, após a derrota diante do Grêmio (2 a 0), e com os problemas internos - a demissão de Obina e Maurício - foi superado. A vaga na Libertadores está a um ponto, algo que o Atlético-MG não conseguirá. O time de Celso Roth caiu para 6º e ainda viu o Cruzeiro ultrapassá-lo.

O palmeirense fez sua parte - eram mais de 25 mil vozes empurrando o time. A equipe, também. O retiro em Itu colocou a cabeça do Palmeiras no lugar e carimbou o retorno de Cleiton Xavier. O meia, ausência mais sentida na reta final, tratou de abrir o placar quando o cronômetro chegava ao primeiro minuto: não desperdiçou o cruzamento de Deivyd Sacconi.

Dono das ações nos jogos, o Palmeiras levou um susto. Em rápida cobrança de falta, Diego Tardelli foi acionado por Eder Luís e empatou aos 12, passando a dividir a artilharia com Adriano, com 19 gols.

A tensão da igualdade durou pouco e acabou com um lance memorável. Aos 16, Vagner Love partia sozinho para a meta adversária e Carini, corajoso, saiu da área para defender com os pés. Não contava, porém, com a precisão de Diego Souza: o palmeirense recebeu no meio-campo e arrematou de primeira no gol livre. Faltava, apenas, a redenção do principal reforço do time. E até Vagner Love, aos 45, marcou o seu.

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