Palocci diz que deixou cargo para ajudar a preservar diálogo

Ao passar o comando da Casa Civil, Antonio Palocci, envolvido em uma crise por denúncias pelo aumento de seu patrimônio, afirmou nesta quarta-feira que deixou o cargo para preservar o diálogo e que o embate político que se estabeleceu o impediria de desempenhar suas funções.

REUTERS

08 Junho 2011 | 17h42

"Se eu vim para ajudar a promover o diálogo, saio agora para ajudar a preservá-lo", disse Palocci na cerimônia de posse de sua sucessora, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Fortemente aplaudido, o ex-ministro, que deixou o governo em meio a uma crise devido a denúncias decorrentes de seu aumento patrimonial, disse que saía com a cabeça erguida.

Citando o escritor Machado de Assis, Palocci disse que "o esperado nos mantêm fortes, firmes e em pé. O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeços".

O agora ex-ministro disse que a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidiu arquivar os pedidos da oposição de investigação de Palocci por suspeitas de enriquecimento ilícito e tráfico de influência, confirmou o que ele vinha dizendo, que trabalhou dentro da legalidade.

Mas, argumentou, "o mundo jurídico não trabalha no mesmo diapasão do mundo político".

"Ficar no governo com a permanência do embate político não permitiria que eu desempenhasse normalmente minhas funções na Casa Civil", afirmou Palocci, que deixa pela segunda vez um cargo de ministro num governo petista assombrado por denúncias. Ministro da Fazenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2006, deixou o posto devido ao incidente que ficou conhecido como o caso do caseiro Francenildo.

Na cerimônia de posse da nova chefe da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff reconheceu sua tristeza com a saída de Palocci, mas disse que o governo não ficará paralisado diante de embates políticos.

(Por Hugo Bachega e Jeferson Ribeiro)

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