Papa aceita saída de bispo alemão envolvido em escândalo sexual

O papa Bento 16 aceitou neste sábado a renúncia de um bispo alemão acusado de abusar sexualmente de menores, o mais recente em uma série de prelados católicos forçados a renunciarem por um escândalo de abuso.

REUTERS

08 de maio de 2010 | 14h15

Um comunicado do Vaticano disse que o papa concordou com a demissão do Bispo Walter Mixa de Augsburg, na Baviera. Ele se tornou o primeiro bispo da Alemanha natal do pontífice a se retirar devido ao escândalo de abuso infantil que abalou a Igreja em vários países europeus e nos Estados Unidos.

Nas últimas semanas, um bispo belga renunciou após admitir ter abusado sexualmente de um menino e três bispos irlandeses envolvidos em casos de abuso sexual.

Promotores alemães e oficiais da igreja, disseram na sexta-feira que as autoridades estavam investigando as acusações de abuso sexual por Mixa, que já tinha deixado sua posição em aberto após ser acusado de bater nas crianças.

Um porta-voz da diocese de Eichstaett disse que as acusações se referiam a um período entre 1996 e 2000, quando Mixa foi bispo de Eichstaett , que como Augsburg se encontra na predominantemente católica Baviera.

A diocese de Augsburg disse que tinha fornecido informações ao Ministério Público após uma análise meticulosa das acusações.

O jornal Augsburger Allgemeine informou, sem citar suas fontes, que Mixa foi acusado de abusar de um menino enquanto bispo de Eichstaett.

O advogado Mixa, Gerhard Decker, negou as acusações contra o bispo de 69 anos, que também enfrenta acusações de má conduta financeira, e disse que Mixa iria trabalhar com os promotores para esclarecer o assunto.

(Reportagem de Silvia Aloisi)

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