Papa Bento XVI fala sobre sua visita ao México e Cuba

O papa Bento XVI afirmou nesta quarta-feira, perante cerca de 11 mil pessoas, na audiência geral das quartas-feiras, na Praça São Pedro, Vaticano, que o principal objetivo de sua viagem a Cuba, de 26 a 28 de março, foi "apoiar a missão da Igreja Católica, que se empenha em anunciar com alegria o Evangelho, apesar da precariedade de meios e das dificuldades ainda a superar para que a religião possa cumprir seu papel espiritual e formativo na sociedade".

JOSÉ MARIA MAYRINK, Agência Estado

04 Abril 2012 | 19h34

Depois de salientar as boas relações existentes entre Cuba e a Santa Sé, Bento XVI reiterou que, como havia revelado ao visitar a ilha, "o papa leva no coração as preocupações e as aspirações de todos os cubanos, especialmente daqueles que sofrem pela limitação da liberdade". Ele disse ter instado "os católicos cubanos , que assim como toda a população esperam por um futuro sempre melhor, a dar novo vigor à sua fé e a contribuir, com a coragem do perdão e da compreensão, para a construção de uma sociedade aberta e renovada, na qual haja espaço para Deus".

Bento XVI ressaltou a homilia que fez na missa celebrada em Havana, diante do presidente Raúl Castro e outras autoridades do governo. "Recordei que Cuba e o mundo precisam de mudanças, mas essas mudanças somente serão possíveis se cada um se abrir à verdade integral sobre o homem, pressuposto imprescindível para se atingir a liberdade, e se (cada um) se decidir a semear, ao seu redor, reconciliação e fraternidade".

Impressionado, segundo o Serviço de Informação do Vaticano, com as "dezenas de milhares de cubanos, que o saudaram debaixo de uma forte chuva, no percurso para o aeroporto, na hora de embarcar de volta a Roma, Bento XVI lembrou ter afirmado na cerimônia de despedida que "os diversos componentes da sociedade cubana são chamados a fazer um esforço de sincera colaboração e de diálogo paciente para o bem da pátria".

Ao manifestar seu apreço pelos passos dados até agora nesse sentido pelas autoridades cubanas, o papa reafirmou que é preciso prosseguir no caminho em busca de maior liberdade religiosa. "A Igreja não pede privilégios, mas poder proclamar e celebrar publicamente a fé, levando a mensagem de esperança e de paz do Evangelho a todos os ambientes da sociedade", reiterou. Bento XVI disse que sua viagem ao México e Cuba, de 23 a 28 de março, deu bom resultado pastoral.

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