Papa diz a premiê iraquiano que cristãos precisam de proteção

Nuri al-Maliki se reuniu com o papa por 20 minutos e convidou o pontífice a visitar o Iraque em breve

PHILIP ULLELLA, REUTERS

25 Julho 2008 | 15h08

O papa Bento XVI disse ao primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, na sexta-feira, 25, que a minoria cristã no país precisa de mais proteção, mas o líder iraquiano garantiu a ele que os cristãos não estão sendo perseguidos. Maliki se reuniu com o papa por 20 minutos na residência de verão do pontífice, no sul de Roma. Ele convidou o papa para visitar o Iraque, dizendo que a viagem ajudaria no processo de paz e reconciliação. "Nós renovamos nosso convite a Sua Santidade para visitar o Iraque. Ele ficou feliz com o convite. Esperamos que ele nos visite assim que puder", disse Maliki a repórteres, depois da visita. "Sua visita representaria apoio aos esforços de amor e paz no Iraque", acrescentou o premiê. O papa João Paulo II queria visitar o Iraque no ano 2000, mas não recebeu permissão do governo de Saddam Hussein. Maliki disse que ele e o papa também falaram sobre a situação da minoria cristã no Iraque, e o premiê pediu aos cristãos que deixaram o país devido à invasão norte-americana de 2003 que retornassem e ajudassem a reconstruir o Iraque. "Também pedi a Sua Santidade que encorajasse os cristãos que deixaram o país a retornar e voltar a ser parte da estrutura social do Iraque", disse. Em um comunicado, o Vaticano disse que o diálogo inter-religioso é importante para o futuro do Iraque. A minoria cristã iraquiana tenta se manter à distância da violência entre xiitas e sunitas, que matou dezenas de milhares de iraquianos desde 2003. Mesmo assim, igrejas e clérigos critãos são alvo de grupos militantes como a Al Qaeda.

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