Papa diz aos mafiosos: arrependam-se e não mais cometam crimes

O papa Francisco pediu aos membros dos grupos de crime organizado italianos, neste sábado, que se arrependam. E acrescentou que, se isso acontecer, a Igreja Católica os receberá, se prometerem nunca mais servir a causa do mal.

REUTERS

21 Fevereiro 2015 | 12h54

Ele falou durante uma audiência no Vaticano para peregrinos e ativistas contra o crime organizado da região da Calábria, no sul, casa da Ndrangheta, o equivalente à máfia siciliana.

"Abram seus corações para o Senhor. O Senhor está esperando por vocês, e a Igreja vai recebê-los desde que a vontade de servir ao bem seja clara e pública, como a escolha de servir ao mal era", disse.

Quando ele visitou a Calábria no último mês de junho, acusou grupos de crime organizado de praticarem "a adoração do mal" e disse que membros se "excomungaram" da Igreja pelas suas ações.

A Ndrangheta, cuja maior parte do dinheiro sai do tráfico de drogas, espalhou-se da Calábria para o norte da Europa e para a América do Norte.

Um estudo de 2013, da Demoskopia, um instituto de pesquisa social e econômica, estimou que a Ndrangheta fatura por volta de 53 bilhões de euros em 30 países, o equivalente a 3,5 por cento da economia total da Itália.

Está sendo mais difícil combater a máfia da Calábria do que a siciliana porque sua estrutura é mais lateral do que hierárquica e as suas famílias são bastante unidas.

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