Papa pede 'autêntica vida democrática' em Honduras

O papa Bento 16 fez neste domingo um chamado por um diálogo pacífico para assegurar "uma autêntica vida democrática" em Honduras, país que enfrenta uma crise depois da realização do golpe de Estado que retirou do poder o presidente Manuel Zelaya.

REUTERS

12 Julho 2009 | 09h20

O papa disse a fieis e turistas na Praça de São Pedro, no Vaticano, que tem acompanhado os acontecimentos em Honduras com "profunda preocupação".

O pontífice pediu um diálogo em calma, com entendimento comum e reconciliação para criar as condições que "assegurem uma coexistência pacífica e autêntica vida democrática" em Honduras, onde a população é majoritariamente católica.

Zelaya foi expulso do país por militares em 28 de junho, quando desafiou a proibição judicial para uma consulta popular sobre uma eventual reforma constitucional que permitiria sua reeleição, assim como fizeram seus aliados na Venezuela, Bolívia e Equador.

Oscar Arias, presidente da Costa Rica e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, está mediando as conversas entre Zelaya e o governo interino de Honduras, mas ainda não há um acordo entre as partes.

O impasse se dá porque Zelaya insiste em voltar ao poder, mas o governo interino não aceita sua restituição, o que é exigido pela maioria dos países do mundo e por organismos internacionais.

(Reportagem de Philip Pullella)

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