Papa se deslocará em carro aberto, diz porta-voz

O papa Francisco deverá carro aberto em seus deslocamentos nesta quinta-feira pelas ruas do Rio, informou em entrevista coletiva, ontem à noite, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. Segundo ele, o papa está muito bem impressionado com o entusiasmo demonstrado pelo povo, tanto em Aparecida como na visita ao Hospital de São Francisco de Assis.

JOSÉ MARIA MAYRINK, Agência Estado

25 de julho de 2013 | 00h07

"Apesar da chuva, milhares de pessoas participaram dos encontros com o papa", disse Lombardi, que calculou em 200 mil o número de fiéis que assistiram à no santuário ou que esperaram pela passagem do papa pelas ruas de Aparecida. O porta-voz disse, em tom de brincadeira, que o cardeal d. Raymundo Damasceno Assis deve ter aproveitado o clima de entusiasmo para lembrar que em 2017 fará 300 anos que a imagem de Nossa Senhora apareceu nas águas do Rio Paraíba.

"Foi aí que o papa disse "até 2017", comentou Lombardi. Ele prevê que Francisco, devoto de Maria, terá de fazer uma escolha ou de conciliar sua agenda, porque em 2017 se celebrará também um século das aparições de Nossa Senhora de Fátima. De qualquer maneira, observou, a promessa de voltar comprova um apreço especial do papa por Aparecida, onde passou 20 dias em 2007, durante a reunião da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Lombardi citou como exemplos de entusiasmo duas cenas registradas na saída do Seminário Bom Jesus, em Aparecida. "Um grupo de 30 a 40 freiras que vivem em clausura estavam eufóricas e, uma por uma, pediram um autógrafo de Francisco. Depois, um pelotão de policiais fez questãp de apertar as mãos do papa, o que não é usual no caso de policiais".

A organização da Jornada Mundial da Juventude anunciou que o papa receberá os peregrinos argentinos, no começo da tarde desta quinta-feira, na Catedral Metropolitana. O templo tem capacidade para 5 mil pessoas e só elas serão admitidas, com apresentação do crachá, embora haja mais de 23 mil argentinos no Rio. O acerto foi feito com a Conferência dos Bispos da Argentina.

Não há discurso preparado para o encontro, já que ele foi combinado na última hora, mas é possível que Francisco fale algumas palavras. "Não há nada previsto sobre duração e conteúdo, mas não sou capaz de imaginar o que vai acontecer entre um papa argentino e peregrinos argentinos", alertou Lombardi.

Em resposta à informação de que o teólogo Leonardo Bpff teria dito que irá à Guaratiba e que gostaria de se encontrar com o papa, Lombardi afirmou que ele será muito bem-vindo se for ao Campus Fidei e que a manifestação do desejo de conversar com o papa será levada em consideração e examinada no tempo oportuno.

A coletiva de se iniciou com um minuto de silêncio, proposto por Lombardi, em memória das vítimas de um acidente ferroviário, que matou mais de 30 pessoas, nas proximidade de Santiago de Compostela, na Espanha. Segundo o porta-voz, o papa Francisco foi informado durante sua visita ao hospital no bairro da Tijuca e lamentou a catástrofe, sobretudo por ter ocorrido na véspera da festa de São Tiago, que a Igreja comemora nesta quinta-feira.

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