Papa se reúne com 260 artistas

Entre os temas, arte e beleza

, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2009 | 00h00

"A fé não limita em nada a genialidade de vocês, a sua arte. Pelo contrário, anima-os a contemplar o Sol sem crepúsculo que ilumina e torna belo o presente", afirmou o papa Bento XVI, durante encontro com artistas na Capela Sistina.

Compareceram ao evento, que terminou no sábado, cerca de 260 representantes do mundo da pintura, da música, das artes plásticas, do teatro e do cinema.

Tendo como pano de fundo o afresco do Juízo Final, de Michelangelo, o papa dirigiu aos artistas um convite "à amizade, ao diálogo e à colaboração".

Recordou o encontro de Paulo VI com os artistas há 45 anos e o décimo aniversário da Carta aos Artistas, de João Paulo II, para afirmar que a Igreja Católica tem necessidade da arte para cumprir sua missão.

"O belo não é algo secundário na busca do sentido (da existência). (...) Leva a encarar com coragem a vida cotidiana para libertá-la da escuridão e transfigurá-la", disse Bento XVI.

Também sublinhou que a Igreja tem algo a oferecer aos artistas: a inspiração da "experiência religiosa" e da "revelação cristã" para se tornarem "testemunhas da esperança".

"Precisamos compreender que a arte ajuda o homem a falar do mistério que leva dentro de si, a falar da vida e da morte", afirmou a escritora italiana Susana Tamaro, após o encontro.

O arquiteto americano Daniel Libeskind chamou o evento de um "passo surpreendente" do papa para um diálogo sobre arte e cultura. "Não é algo que acontece todo dia", afirmou Libeskind.

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