Papa visitará Israel mesmo após polêmica sobre bispo

Bispo que foi reabilitado nega que seis milhões de judeus tenham sido mortos durante o nazismo

REUTERS

25 Janeiro 2009 | 13h34

O papa Bento XVI ainda vai visitar Israel em maio, informou uma autoridade israelense no domingo, apesar de judeus ao redor do mundo terem se irritado com a reabilitação de um bispo que nega que seis milhões de judeus tenham sido mortos durante o nazismo. O museu e memorial nacional do Holocausto de Israel declarou que a decisão de suspender a excomunhão do bispo britânico Richard Williamson foi "escandalosa". Williamson disse que não houve câmaras de gás nos campos de concentração nazistas e que apenas 300 mil judeus foram mortos nestes campos, durante a Segunda Guerra Mundial. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou, no entanto, que a visita do pontífice, marcada para maio, não será desmarcada. "Acreditamos que a questão de excomungar ou não excomungar um membro da Igreja Católica Romana é uma questão interna", disse Robert Rozet, do memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém. "De todo modo, achamos escandaloso que um membro da Igreja Católica, numa posição tão alta que é a de bispo negue o Holocausto", disse Rozet. Já Yigal Palmor, porta-voz do Ministérios das Relações Exteriores de Israel, perguntado sobre o impacto da decisão sobre a visita do papa, afirmou: "Não. Isso não tem nada a ver com as relações entre os dois Estados". Williamson é um dos quatro bispos tradicionalistas expulsos da Igreja Católica em 1988, por ter sido ordenado sem permissão do Vaticano. (Por Joseph Nasr)

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