Para Alckmin, são poucos os diplomas falsos

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) minimizou ontem a presença de professores com diplomas falsos na rede estadual. Reportagens do Estado mostraram que docentes com título falsos foram expulsos da capital paulista por conta das fraudes, mas lecionam ou lecionaram no Estado sem levantar dúvidas. Sindicato da categoria cobra comissão especializada, a exemplo do que ocorre na Prefeitura.

FELIPE FRAZÃO , PAULO SALDAÑA, O Estado de S.Paulo

09 Março 2012 | 03h02

Questionado se uma fiscalização maior dos documentos na Secretaria Estadual de Educação resultaria no surgimento de mais fraudadores, Alckmin defendeu que são poucos casos. "Temos 240 mil professores, foram detectados 8 casos. Dois estão dando aulas e (os processos internos) estão sendo concluídos. Serão imediatamente demitidos."

O governo não tem comissão especial para analisar os documentos no âmbito da Secretaria de Educação. A presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel Azevedo Noronha, questiona a posição do governo. "Deveria haver uma comissão. São casos de criminosos, mas o Estado tem parcela de culpa." A Prefeitura mantém desde 1991 uma comissão que analisa os títulos. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse que "somos o único órgão público que está indo atrás."

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