Para alunos, reforço da graduação deveria ser prioridade

Reivindicação antiga de prédio para moradia estudantil na unidade também foi ignorada, reclamam estudantes

O Estado de S.Paulo

09 Maio 2012 | 03h06

A USP Leste abriu suas portas em 2005 e viu sua estrutura sendo construída ao longo do anos. Ainda hoje, alunos reclamam da estrutura e do isolamento da unidade. A proposta pedagógica, de cursos não tradicionais e não oferecidos no câmpus do Butantã, também enfrentou críticas - e custou a perda de muitos estudantes.

Agora, as informações sobre a expansão de prédios e equipamentos na USP Leste causou surpresa entre alguns alunos, apesar de ser praticamente unânime a opinião de que a unidade sempre foi carente de investimentos. "Causa estranheza esse anúncio de novas obras quando há poucos meses se falava em corte de vagas e de cursos", diz a estudante Ivie Macedo Souza, de 23 anos, do 4.º ano em Gestão de Políticas Públicas, na Each.

No ano passado, houve a proposta de reduzir cerca de um terço das vagas da unidade, mas a ideia foi abandonada (mais informações ao lado). Ivie ainda reflete uma das inquietações dos colegas: "Não houve preocupação em tentar investir na graduação dos cursos já existentes", diz ela, que também não poupa crítica às novas construções. "Não está definido qual é a prioridade da nossa unidade. Houve a construção da incubadora, sem debate, e não priorizaram a demanda estudantil dentro de cursos que já existem."

A estudante Giulia Tadini, de 22 anos, é aluna de Ciências Sociais e cursa algumas disciplinas a Each. Integrante do movimento estudantil da USP, defende que a aplicação da verba da universidade deveria ser mais discutida entre os estudantes. "Uma reivindicação ignorada é de moradia estudantil, que não existe na USP Leste. Isso dificulta a permanência de alunos."

A política de permanência da unidade segue a diretriz da universidade. A Each n ão tem moradia, mas conta com refeitório.

Ingressante em 2012 no curso de Lazer e Turismo, Caroline Galvão, de 18 anos, discorda das colegas. Para ela, a unidade é pequena, mas a oferta de equipamentos já é adequada. "Acho ótimo aqui. O pior para mim é que o câmpus é isolado, não tem muita opção de nada na vizinhança."

A posição é compartilhada pelo diretor do cursinho Henfil, Matheus Prado. "A USP Leste é uma ilha. Tem a estação de trem no local, mas os moradores da região precisam dar a volta e não podem passar por dentro." O acesso à unidade é controlado.

Prado critica o foco da expansão. "Extensão e pesquisa são importantes, mas essa expansão não pode ser desculpa para não crescer na graduação."/ P.S.

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