Para Amorim, mundo desenvolvido não tem ajudado estabilidade

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, criticou nesta quinta-feira a atuação dos países desenvolvidos após a crise financeira do ano passado e pediu que o G20 seja aperfeiçoado para dar mais voz aos países africanos.

REUTERS

23 de setembro de 2010 | 11h56

"Os países desenvolvidos não têm mostrado o necessário compromisso com a estabilidade econômica global", disse o chanceler durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Continuam privilegiando uma lógica baseada em interesses paroquiais. Em nenhuma outra área isso é tão evidente como na Rodada de Doha", acrescentou, numa referência às paralisadas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O chanceler avaliou que o G20 "significou a revolução". "Mas o grupo deve sofrer ajustes para garantir maior presença africana", ponderou.

"O G20 só preservará sua relevância e legitimidade se souber manter diálogo franco e permanente com o conjunto das nações representadas nesta Assembleia Geral", defendeu.

No discurso, no qual representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que neste ano não foi a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, Amorim disse que a força do mercado interno permitiu ao Brasil evitar o pior da crise financeira.

(Por Eduardo Simões)

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