Clayton de Souza/Estadão
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Para BC, recuperação da economia depende da melhora da confiança

Na edição anterior do boletim regional, de novembro de 2015, a expectativa do Banco Central era de que a recuperação da confiança dos empresários ocorreria 'nos próximos trimestres'

Céla Froufe, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2016 | 10h08

FORTALEZA - O Banco Central condicionou a recuperação da atividade econômica à reversão do quadro atual de deterioração da confiança de consumidores e empresários. Essa mudança de quadro, de acordo com a instituição, deve ser fortalecida, conforme o BC, à medida que o ajuste macroeconômico que ocorre atualmente no País crie "condições adequadas" para a retomada da atividade.

Esta avaliação do BC foi expressa por meio do boletim regional, documento divulgado trimestralmente pela instituição. Na edição anterior, de novembro do ano passado, a expectativa da instituição era de que essa recuperação da confiança dos empresários ocorreria "nos próximos trimestres". O Banco Central admitiu agora de forma clara que a economia brasileira segue em processo recessivo.

De acordo com o boletim, a retração registrada na economia brasileira persistiu nos meses finais de 2015. Nesta quinta-feira, a autoridade monetária divulgou que a retração da economia brasileira em 2015 foi de 4,08% na comparação com o ano anterior.

"Nesse cenário, fortemente condicionado pela crise de confiança dos agentes econômicos, destacaram-se os desempenhos negativos da indústria, das vendas do comércio e do setor de serviços, com impactos relevantes sobre o mercado de trabalho e a renda real dos consumidores", destacou a autoridade no documento.

Essa avaliação negativa da atividade, com resultados negativos dos três setores da atividade já havia sido enfatizada no boletim divulgado pelo BC em novembro do ano passado. Na ocasião, no entanto, o documento citava os impactos apenas no mercado de trabalho e agora adicional também os reflexos sobre a renda real dos consumidores.

Assim como na edição anterior do boletim regional, o BC deu ênfase aos impactos do novo nível do dólar. "A mudança de patamar da taxa de câmbio deverá seguir favorecendo as economias das regiões com maior abertura comercial para o exterior", trouxe o documento. 

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