Para celebrar o Centenário da Imigração Japonesa

Série iniciada em 2 de setembro de 2007 chega à 100ª reportagem com histórias de vidas centenárias

Carla Miranda,

24 de maio de 2008 | 19h07

A idéia surgiu e logo agradou. Queríamos celebrar o Centenário da Imigração Japonesa da melhor maneira, buscando entender cada capítulo desse livro único e entrando em contato com seus personagens. Foi nessa jornada que nos lançamos em 2 de setembro, dispostos a revelar, a cada domingo, uma faceta do processo de imigração, que se iniciou quando 781 bravos desceram do navio Kasato-Maru, em 18 de junho de 1908. Veja também:Força e leveza em forma de poesia Uma apaixonante vontade de viver Em um lugar longínquo, a chance de ser feliz Voltar ao Japão? Nem a passeio No Brasil, para fazer a vida e fugir da guerra  Especial: Álbum da imigração Especial: A viagem inaugural  A intenção era chegar hoje, dia 25 de maio, com 100 histórias que fossem representativas para a colônia e explicassem aos que não têm olhos puxados a importância da contribuição nipônica. Conseguimos. Nessas 39 semanas, mostramos a criação do bairro da Liberdade, o mais oriental do Brasil. Mas também viajamos. Lançamos nosso olhar para as comunidades japonesas em Santos, no Paraná, no Amazonas. De cada um desses lugares saíram histórias ímpares, colocando à prova nossas emoções. Conversamos com imigrantes que nunca pensaram em voltar e dekasseguis que resolveram fazer a vida no Japão, mas retornaram, ouvindo a voz desta terra chamada Brasil. E olhamos nos olhos - um diferente do outro, acredite - dos nossos japoneses, frutos do casamento entre Oriente e Ocidente. Temos nikkeis negros, loiros, de olhos azuis, coisas lindas de se ver.Mas a influência nipônica não está apenas em nossos rostos. Basta pensar na moda, nas terapias contra o stress, na religião. Embarcamos, ainda, na onda do J-Pop e nos divertimos com a turma do Cosplay, que se veste como personagens de mangás e animês. Também demos golpes de judô e de kendô, a esgrima dos samurais. O campo, destino inicial da maioria dos japoneses, foi fértil em histórias. Como a de Kiyota e Yoshio Takao, de 93 e 98 anos, que completaram bodas de diamante em seu sítio em Junqueirópolis, Interior. Também eles passaram por dificuldades. Criaram 12 filhos, 23 netos e 16 bisnetos. Venceram.As famílias Takao, Hanashiro, Sakagami, Maeda, Hirata e Nakabayashi já receberam "Parabéns". Gostaríamos que nosso abraço se estendesse a todas as outras. Parabéns, outra vez, pelo Centenário. Obrigada pela companhia nessa jornada. E arigatô.

Mais conteúdo sobre:
Imigração japonesa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.