Para China, vitória de Obama é oportunidade de melhorar relações

A mídia oficial chinesa afirmou que as relações com os Estados Unidos não foram equilibradas no primeiro mandato do presidente Barack Obama e a confiança mútua "diminuiu", mas sua reeleição representa uma oportunidade de recolocar os laços entre os dois países de volta nos trilhos.

TERRIL YUE JONES, Reuters

07 de novembro de 2012 | 09h53

Um comentário divulgado pela agência estatal de notícias Xinhua, pouco depois de Obama ser reeleito, parecia indicar um certo alívio de que a continuidade foi assegurada num momento em que os líderes chineses estão envolvidos com a própria transição de poder. Mas a Xinhua reconheceu que existem questões amargas entre as duas maiores economias do mundo.

"Já que as duas economias estão cada vez mais interligadas, um novo governo dos Estados Unidos deveria começar a aprender como construir um relacionamento mais construtivo e racional com a China", assinalou a agência.

"O novo governo Obama deveria talvez ter em mente que um relacionamento mais forte e dinâmico entre os Estados Unidos e a China, especialmente no comércio, não apenas dará aos EUA ricas oportunidades de negócios, mas também ajudará a reviver a frágil economia global."

Romney havia feito declarações duras sobre a China durante a campanha, tendo repetidamente dito que no seu primeiro dia como presidente iria tratar a China como "manipuladora de moeda".

Em contraste, Obama assumiu um tom menos agressivo. No entanto, no ano passado ele anunciou um "eixo" dos EUA na direção da Ásia, tendo como foco a região da Ásia-Pacífico, o que irritou o governo chinês.

Agora, como presidente reeleito, Obama terá de administrar um relacionamento que inclui um número cada vez maior de questões, incluindo comércio, moeda e espionagem industrial.

"Com o relacionamento China-EUA em tal turbulência, ninguém pode prever se (Obama) adotará política mais benigna estratégica, econômica e politicamente", disse o diretor do Centro para Estudos Americanos da Universidade Renmin, em Pequim, Shi Yinhong. "É possível, mas não será necessariamente assim."

Na quinta-feira pelo horário local (quarta-feira pelo horário de Brasília), a China iniciou o processo de transferência de poder, realizado a cada dez anos, com a abertura do 18o Congresso do Partido Comunista.

(Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))

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