Para Dilma, revista britânica que apoia Aécio é 'ligada ao sistema financeiro'

A presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, minimizou o apoio da revista britânica The Economist a seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Aécio Neves (PSDB), mas emendou afirmando que a publicação "é ligada ao sistema financeiro internacional".

REUTERS

16 de outubro de 2014 | 19h03

Perguntada por jornalistas, pouco antes de se dirigir a um debate na TV em São Paulo, sobre o que achava do apoio divulgado nesta quinta-feira, Dilma disse que "as revistas no mundo inteiro, como as nacionais, têm todo direito de definir as suas opiniões política e levá-las aos seus eleitores".

"Sei qual é a filiação da Economist, é muito ligada ao sistema financeiro internacional", acrescentou a presidente.

Não é a primeira vez que a revista britânica opina sobre o governo Dilma. Em 2012, a The Economist sugeriu que a presidente demitisse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, devido ao baixo crescimento da economia.

Depois da reação irritada de Dilma, no ano passado a revista ironicamente sugeriu que ela mantivesse Mantega no cargo.

EDUCAÇÃO

Antes de ser questionada sobre a revista britânica, Dilma aproveitou para falar sobre medidas na área da educação.

"Quero falar de convergência de ações em educação. De um lado a creche, a alfabetização na idade certa até a educação em tempo integral", disse a presidente.

"As crianças que são alfabetizadas até os 8 anos de idade têm muito mais condição de acompanhar toda a trajetória de aprendizagem tanto do ensino fundamental quanto do médio."

(Reportagem de Vinícius Cherobino)

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