Para Economist, rede brasileira de metrôs é 'inadequada'

A revista britânica The Economist publicou reportagem na sua edição desta semana qualificando a rede de metrôs brasileira como "inadequada". O texto cita que o governo está investindo na expansão da rede em São Paulo e Rio de Janeiro, as principais cidades do País, e criação em outras capitais como Salvador e Cuiabá.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

07 de janeiro de 2013 | 13h33

Em um retrospecto histórico, a Economist afirma que os países em desenvolvimento passaram "anos sonhando com um sistema de metrô, mas fizeram pouco progresso no sentido de construí-los". Algumas das razões apontadas como "maiores obstáculos" para a construção de metrôs são "burocracias corruptas e lentas" dos governos.

Em reportagem sobre a expansão global das redes de metrô, a revista destaca que os programas governamentais de estímulo à economia deflagrados após o início da crise econômica global, em 2008, refletiram num crescimento de 3,2% do mercado de infraestrutura e equipamentos para a construção de metrôs. Para a revista, a expansão deve ser de 2,7% ao ano até 2017. Segundo a publicação, o crescimento médio do mercado mundial de infraestrutura e equipamentos para essas redes poderia ser entre 6% e 8% ao ano.

A revista apresenta também um ranking com as cidades que possuem as maiores malhas metroviárias do mundo, liderada por Pequim, na China, que tem 442 km, e foi iniciada em 1969, mesma época em que começaram as obras do metrô paulistano, que possui 75 km atualmente e terá 100 km após o término das obras em andamento. São Paulo e o Rio de Janeiro, cidades brasileiras com as malhas mais extensas, não aparecem no ranking.

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