Para entidade, gestão abandonou usuário de plano coletivo e antigo

Uma gestão voltada ao mercado, que deixou à margem os usuários, principalmente os de planos coletivos e portadores de contratos antigos. Foi assim que entidades de defesa do consumidor avaliaram a atuação de Fausto dos Santos.

Karina Toledo, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

"As resoluções que normatizaram a portabilidade e a ampliação do rol de procedimentos são válidas apenas para contratos novos", diz Renê Patriota, coordenadora da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde. "Os usuários antigos ficaram órfãos."

Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Daniela Trettel, a agência peca ao permitir o não ressarcimento das operadores ao SUS e ao deixar de regular os reajustes dos contratos coletivos. "Falta diálogo com a sociedade."

Já o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Arlindo de Almeida, classifica a gestão como "simpática e aberta". Assim como Solange Mendes, diretora da Federação Nacional de Saúde Suplementar. Almeida considera que o mérito foi mostrar aos empresários que eles deveriam atuar como "gestores de saúde", investindo na prevenção de doenças, mapeando as condições de vacinação e nutrição da população atendida. Ambos defendem que o reajuste dos planos individuais seja livre, ideia já lançada por Santos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.