Para FMI, mais estímulo pode ser necesário

A economia mundial está a caminho da recuperação no início do próximo ano, mas medidas adicionais de estímulo podem ser necessárias em alguns países antes que saiam da crise, disse à Reuters o diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Strauss-Kahn.

DANIEL FLYNN, REUTERS

09 Julho 2009 | 17h22

Falando na cúpula do grupo das 8 nações mais industrializadas do mundo (G8), Strauss-Kahn afirmou que as altas dívidas serão um dos principais problemas, à medida que os governos criam estratégias de saída da crise financeira, mas é também muito cedo para apertar os cintos.

"Nós não estamos fora da crise, mas no caminho correto para sair dela. Nós temos previsões dizendo que a recuperação virá no primeiro semestre de 2010, mas isso não significa que tudo tem sido feito", afirmou numa entrevista.

"Nós ainda temos que trabalhar e às vezes, dependendo da situação do país, mais estímulos podem ser necessários", afirmou, sem citar um caso específico.

O FMI elevou na véspera sua previsão para o crescimento da economia mundial no próximo ano para 2,5 por cento, ante a previsão de abril de avanço de 1,9 por cento, mas afirmou que a recuperação global deve ser hesitante.

O G8, reunido na cidade de L'Aquila, região central da Itália, concordou na quarta-feira que a economia mundial ainda enfrenta "riscos significativos" e disse que é muito cedo para abrir mão de medidas de estímulo postas em prática para acabar com a mais profunda recessão da história recente.

"Se nós... começarmos agora a apertar a política fiscal, haverá o risco de acabar com o início da recuperação", disse Strauss-Kahn.

Entre as ameaças para a recuperação global, ele citou a possibilidade de uma forte alta nos preços do petróleo e das commodities e a situação do setor financeiro em muitas partes do mundo.

"Muito tem sido feito (aqui), mas ainda há muito a fazer. Ainda existem perdas que não foram reveladas e o mercado de crédito ainda não voltou ao normal", afirmou.

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