Para gastar (bem) pouco em Nova York

É possível passar um fim de semana na cidade com US$ 100 e se divertir a valer. Você só precisa de um lugar para ficar - que tal tentar o couchsurfing? - e de boas dicas

Seth Kugel / NOVA YORK, THE NEW YORK TIMES,

13 de janeiro de 2011 | 10h00

 

 

Quanto você imagina gastar em um fim de semana em Nova York que inclua ir ao teatro, comer fora todos os dias, visitar museus e até tomar algumas cervejas? Cem dólares seria uma quantia razoável? Manhattan até pode parecer o lugar mais caro da América, mas também pode ser bem barata. Há algumas semanas, criei o orçamento e o itinerário que eu recomendaria para um amigo mais, digamos, econômico, que ficaria no meu sofá durante sua primeira visita à cidade.

 

Separei US$ 40 para alimentação, US$ 30 para cultura, US$ 20 para o metrô e US$ 10 para drinques. O resultado foi um fim de semana frenético e exaustivo, que misturou pontos turísticos clássicos com outros menos conhecidos. Tudo o que você vai precisar é de um lugar para ficar (se não conhecer ninguém na cidade, o couchsurfing.com pode ajudar) e disposição.

 

Sexta à noite. O plano: pizza, teatro e microcervejaria. Cem dólares costumam não cobrir nem um espetáculo da Broadway, mas na maioria dos fins de semana há boas opções por US$ 20 ou menos. Procurando nos jornais e nas revistas descobri que o Public Theater estava encenando Measure for Measure (Medida por Medida, de William Shakespeare) no Judson Memorial Church em Greenwich Village por US$ 15. A temporada da trupe já acabou, mas não é difícil encontrar outras peças em conta.

 

Fui jantar a poucos blocos dali, no Joe’s (7 Carmine Street), onde comi duas fatias de pizza de massa fina e crocante por US$ 5,50. Depois, tomei uma cerveja no Blind Tiger Ale House por US$ 7,50, com a gorjeta incluída.

 

Sábado. Escolhi o Lower East Side por oferecer muito de Nova York em um único lugar: diversidade cultural, butiques, cafés modernos e história. E, claro, donuts.

 

Meu café da manhã foi à base de rosquinhas densas e recheadas do Doughnut Planet. Em seguida, fiz um tour a pé de uma hora, com a ajuda do podcast do Lower East Side Business Improvement District. Eles ainda oferecem tours a pé com guias, de graça, entre abril e novembro. Ao final, embarquei no Staten Island Ferry, que garante bela vista da Estátua da Liberdade sem custo (mas sem descer na ilha).

 

A viagem ida e volta dura em torno de uma hora e, já com fome, tomei o metrô rumo à Times Square. Na Rua 46, o Margot serve especialidades cubanas. Dividi com uma amiga o sanduíche (US$ 6) e uma porção bem servida de arroz e feijão (US$ 9), acompanhados por duas cervejas (US$ 2,50 cada).

 

Tomei o metrô para o Guggenheim, onde das 17h45 às 19h45 há filas para entrar pagando o quanto quiser - o Metropolitan e o Museu de História Natural têm políticas semelhantes. Após um lanche rápido, decidi usar o resto da minha verba para cultura no Anthology Film Archives, que exibe títulos do cinema alternativo.

 

Domingo. Para completar a dieta típica de nova-iorquino, fui comer bagel com cream cheese no agradável Grounded, no Village. Depois de passear pelo bairro, almocei no Streecha (33 E 7th Street), um porão ucraniano aberto de sexta-feira a domingo, das 10 às 16 horas. Gastei US$ 5 em uma excelente sopa de beterraba (borscht), dois dumplings e repolho recheado. No fim, ainda tinha US$ 0,46 na carteira.

 

Veja também:

linkEuropa no inverno: manual de instruções

link Bola da vez

link No souk, compras e contato com a cultura local

blog Blog. Dicas e bastidores das viagens da nossa equipe

blog Twitter. Notícias em tempo real do mundo turístico

Tudo o que sabemos sobre:
viagemNova YorkManhattan

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.