Para Gleisi, virar ré na Lava Jato é uma oportunidade de provar sua inocência

A senadora e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são investigados desde março de 2015 sob a suspeita de terem recebido R$ 1 milhão de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobrás

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2016 | 15h24

BRASÍLIA - A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que se tornou ré na investigação da Lava Jato após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa quarta-feira, 28, disse encarar a decisão como uma oportunidade de provar sua inocência. 

"Vejo a decisão dessa terça-feira como uma nova oportunidade de provar a nossa inocência. Desde o início desse lamentável episódio insistimos a exaustão que não há uma prova que mostre o recebimento de recursos ilícitos para minha campanha em 2010", afirmou a senadora no plenário do Senado.

Ela ressaltou que o ministro relator da denúncia, Teori Zavascki, disse não ter certeza da ocorrência dos fatos mas, justamente por isso, indicou o prosseguimento do processo. 

Gleisi fez críticas à denúncia dizendo terem sido baseadas apenas em delações. De acordo com a senadora, muitos dos delatores da Lava Jato são orientados pelo mesmo advogado, o que comprometeria a isenção das contribuições premiadas. 

"Essas questões tiram toda a credibilidade das delações. Um dos delatores apresentou mais de seis versões diferentes sobre os fatos", argumentou a senadora. 

Gleisi e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são investigados desde março de 2015 sob a suspeita de terem recebido R$ 1 milhão de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobrás. As investigações apontam que o dinheiro foi usado para custear parte da campanha eleitoral da petista em 2010. Eles negam a acusação. 

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