Brennan Linsley
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Para Jeb Bush, muro na fronteira com México ‘não é realista’

Em visita a cidade fronteiriça, pré-candidato republicano usa retórica para distanciar-se das polêmicas de Trump

AUSTIN, EUA, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2015 | 19h23

O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Jeb Bush disse, na noite de segunda-feira, que a proposta de seu colega de partido e concorrente Donald Trump de construir um muro ao longo da fronteira com o México “não é realista”. Ele garantiu que o projeto “não será executado”.

Em visita à cidade de McAllen, no Texas, uma das portas de entrada aos EUA para milhares de imigrantes ilegais, Bush reuniu-se com autoridades locais, expôs suas propostas migratórias e participou de um evento para arrecadar fundos.

A imprensa americana comparou a viagem do ex-governador da Flórida com a que Trump fez em julho à também fronteiriça cidade de Laredo (Texas), na qual o magnata insistiu em seu propósito de construir o muro e disse que a imigração ilegal era um “enorme problema”. Para o jornal The Washington Post, Bush fez “uma viagem anti-Trump”.

Em breves declarações em inglês e espanhol, Bush argumentou que o plano de Trump para conter a imigração ilegal, que inclui a construção de um muro pago pelo México, “não é realista” e não corresponde aos “valores” dos EUA.

“Essa proposta não tem uma base conservadora. Nos custaria bilhões de dólares, violaria os direitos civis das pessoas, não é realista e não vai ser aplicada. O que precisamos é de uma segurança na fronteira que volte a funcionar”, ressaltou Bush, que há poucos meses liderava as pesquisas de intenção de voto entre os republicanos. Agora, Trump está na frente e ele aparece em segundo.

Filho e irmão de ex-presidentes, Jeb insistiu em sua proposta de fazer um “muro virtual”, que aumentaria os efetivos destinados à segurança na fronteira e proveria a eles melhores tecnologias, como dispositivos de navegação ou drones.

Casado com uma mexicana, o ex-governador da Flórida é, entre os pré-candidatos republicanos, o que tem um programa mais moderado quanto à imigração e defende a concessão da cidadania do país a 11 milhões de imigrantes ilegais. Esse programa migratório pôs Bush na mira de Trump, cuja polêmica campanha passou a atacar o oponente e acusá-lo de “brando”. / EFE

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