Para Jobim, País deve dominar enriquecimento de urânio

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que "será uma asneira se não completarmos o ciclo de enriquecimento de urânio". Jobim fez a declaração em palestra à Escola Superior de Guerra (ESG), referindo-se ao uso do urânio para o funcionamento do submarino nuclear. Ele explicou que, em um caso hipotético de conflito, o país fornecedor de urânio enriquecido pode simplesmente não vendê-lo e assim impedir o uso do submarino.Na apresentação, Jobim falou também da necessidade de estimular a indústria por uma política de compras públicas por parte das Forças Armadas, com uma "licitação privilegiada" e com regras mais flexíveis, que valorizem a produção nacional "mesmo que o preço interno seja mais alto que o externo".Ele explicou que a estratégia de nacionalização e substituição de importações é de longo prazo, mas que no curto prazo a importação é necessária. A solução intermediária para compatibilizar o curto com o longo prazo seria o Brasil só importar com transferência de tecnologia. "Isso tudo faz parte da afirmação do País como nação", afirmou Jobim para a platéia de alunos da ESG.

ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

09 de novembro de 2007 | 18h06

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