Para legista, laudo sobre morte de Isabella é 'nulo'

O médico-legista George Sanguinetti, que fez um parecer paralelo sobre os laudos periciais do caso da morte da menina Isabella Nardoni, questionou em entrevista coletiva realizada hoje, em São Paulo, a qualidade do laudo e a existência de "materialidade do crime". "O laudo é nulo de direito", afirmou, questionando a validade do documento frente à Justiça. Na avaliação do médico-legista, contratado pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pelo crime, a asfixia não poderia ser tomada como prova, pois é apenas uma hipótese. "Tenho certeza de que o juiz vai buscar sanar este defeito. Não vou dar minha opinião e ficar por isso mesmo." De acordo com Sanguinetti, "o perito não pode inventar, isso é novela, ilação. Por essas e tantas outras coisas, o laudo tem de ser corrigido". Mais cedo, o médico afirmou, peremptoriamente, que não houve asfixia mecânica, pois as lesões na menina não provam "esganadura". Sanguinetti ficou conhecido quando atuou no caso da morte do empresário Paulo César (PC) Farias, ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino, no dia 23 de junho de 1996.

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