Para médico, dados são muito preliminares

É com cautela que o médico Paulo Sanematsu Jr., diretor do Departamento de Neurocirurgia do Hospital A. C. Camargo, avalia a notícia de que o uso de celular pode ser associado ao risco de câncer no cérebro. "Os dados ainda são muito preliminares. É a primeira publicação a fazer essa correlação. Estudos anteriores demonstravam o contrário. Entendo que ainda é uma suposição que exige uma série de aprofundamentos."

Fernanda Bassette,

01 Junho 2011 | 12h23

De acordo com o médico, glioma é a denominação genérica para os tumores que podem se desenvolver no cérebro - e a variedade mais comum. Entretanto, Sanematsu diz que os tumores cerebrais são muito pouco frequentes em adultos - mas comuns em crianças. Um dos sinais clássicos é uma pessoa adulta ter crise convulsiva sem nunca ter tido histórico de epilepsia.

Ele diz que a radiação emitida pelo aparelho celular seria semelhante à de um forno de micro-ondas de baixa potência - o que não causa câncer. "O raciocínio é de que o problema seria o uso por tempo prolongado do celular muito perto do tecido cerebral." Apesar de os dados serem preliminares, uma sugestão do médico seria usar fone de ouvido para atender o celular. Dessa forma, a pessoa estaria impedindo a proximidade da radiação do aparelho com o tecido cerebral.

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