Para Mercadante, IDHM aponta futuro 'muito promissor'

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos auxiliares mais próximos da presidente Dilma Rousseff, destacou que a "educação foi o componente que mais avançou no Brasil, tanto em termos absolutos quando relativos", em comentário sobre os dados do Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

RAFAEL MORAES MOURA E RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

29 de julho de 2013 | 16h10

"A grande contribuição foi o fluxo escolar de crianças e jovens. Partimos de um patamar muito baixo, mas tivemos grande evolução, o que é um dado impressionante", afirmou. Entre 1991 e 2010, o índice cresceu 47,5% no País, de 0,493 para 0,727. Inspirado no IDH global, publicado anualmente pelo PNUD, esse índice é composto por três variáveis (educação, renda e longevidade). O desempenho de uma determinada localidade é melhor quanto mais próximo o indicador for do número um.

A classificação do IDHM do Brasil mudou de "Muito Baixo" (0,493 em 1991) para "Alto" (0,727). É considerado "Muito Baixo" o IDHM inferior a 0,499, enquanto que a pesquisa chama de "Alto", indicador entre 0,700 e 0,799.

O subíndice educação, uma das variáveis que compõem o IDHM, é o que mais puxa para baixo o desempenho do País. Em 2010, a educação teve uma pontuação de 0,637, enquanto que os subíndices renda (0,739) e longevidade (0,816) alcançaram níveis maiores. Embora seja o componente com pior marcação, foi na educação que mais houve avanço nas duas últimas décadas, ressaltaram os pesquisadores. Para Mercadante, o "futuro é muito promissor". "Os dados são muito fortes, em termos de evolução de trajetória", avaliou.

Ao comentar o município de Melgaço, no Pará, cidade com o pior IDHM no País, o ministro disse que é preciso observar o ponto de onde essa cidade partiu e a velocidade com que está evoluindo. "Até o Enem (de Melgaço) eu fui olhar. Em 2008 só tinha 88 jovens (inscritos no Enem). Hoje são 527. Se a gente olhar um pouco mais a fundo esses critérios, olhar de onde (essas cidades) partiram, mesmo aquelas longe daquilo que é o nosso ideal, estão evoluindo numa velocidade impressionante. Essa deve ser a nossa prioridade: diminuir a desigualdade regional entre os municípios", afirmou o ministro. "Não olhar só quem está lá em cima. Olhar com atenção e generosidade quem está lá embaixo."

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