Para o governo, momento é da energia eólica

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, diz que a abundância de fontes renováveis no Brasil é uma grande vantagem e que, por isso, o País tem condição de usar as mais baratas primeiro. "Agora é o momento da eólica. Amanhã vai ser o da solar. O preço vai cair e ela vai entrar, não tenho dúvida, mas vamos fazer no momento certo", afirma. "É só uma questão de tempo." Tolmasquim lembra que o preço dos painéis fotovoltaicos caiu mais de 50% desde 2006 e diz que hoje ainda não há como apostar nessa alternativa. Ele admite, no entanto, a possibilidade de rever o plano decenal se houver "queda mais expressiva" nos próximos 5 anos. "Hoje ela é quatro vezes mais cara que a eólica. Vamos esperar ficar mais competitiva. O Brasil tem essa possibilidade, que outros países não têm, de ter outras alternativas."

RIO, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h03

O presidente da EPE rebate os críticos que classificam a política energética de conservadora afirmando que a eólica se desenvolveu graças a medidas do governo. "Tudo foi feito a seu tempo." O Brasil está em 20.º no mundo em capacidade instalada e vai atingir a 10.ª posição no ano que vem, diz ele. O objetivo é ampliar a capacidade de geração eólica no País em 12 mil MW até 2021, o que representaria um pulo de 1% para 9% da matriz.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a capacidade instalada de geração solar mundial em 2010 era de quase 35 mil MW. Naquele ano, cerca de 90% da capacidade instalada em geração solar fotovoltaica se concentrava em apenas cinco países: Alemanha (50%), Itália (11%), Japão (10%), Espanha (10%) e Estados Unidos (7%). Dez anos antes, somente três países (EUA, Japão e Alemanha) tinham participação individual relevante na instalação desses sistemas. Em 2011, o mundo acrescentou 30 GW de potência solar instalada, atingindo quase 70 GW.

Segundo o engenheiro Tasso Azevedo, projeções indicam que a capacidade instalada de geração solar no mundo em 2016 deve ficar entre 207 e 342 GW. O estudo da EPE mostra que a Região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global. / F.W.

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