Para o papa, salvar gay é tão importante quanto salvar florestas

'Deve-se deve proteger o homem da destruição de si mesmo. Um tipo de ecologia humana é necessária', afirmou

REUTERS

22 Dezembro 2008 | 12h30

O papa Bento XVI disse nesta segunda-feira, 22, que "salvar" a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante quanto salvar as florestas do desmatamento. "(A Igreja) também deve proteger o homem da destruição de si mesmo. Um tipo de ecologia humana é necessária", disse o pontífice em seu discurso na Cúria, a administração central do Vaticano. "As florestas tropicais merecem nossa proteção. E os homens, como criaturas, não merecem nada menos do que isto". A Igreja Católica prega que, embora a homossexualidade não seja um pecado, os atos sexuais são. Ela se opõe ao casamento gay e, em outubro, uma importante autoridade do Vaticano chamou a homossexualidade de "desvio, irregularidade, ferida". O papa disse que a humanidade precisa "ouvir a linguagem da criação" para entender os papéis de homens e mulheres. Ele afirmou que os comportamentos que vão além das relações heterossexuais são "a destruição do trabalho de Deus". Ele também defendeu o direito da Igreja de "falar sobre a natureza humana como homem e mulher, e pedir que esta ordem da criação seja respeitada".   "Não é uma metafísica superada se a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que esta ordem da criação seja respeitada", afirmou o pontífice perante os cardeais e membros da Cúria romana, aos quais recebeu na tradicional audiência de troca de felicitações por ocasião do Natal.   O papa denunciou que o homem pretende "auto-emancipar-se da criação e do Criador".   "O homem quer fazer a si mesmo e dispor sempre e exclusivamente de somente aquilo que o interessa. Mas, desse modo, vive contra a verdade, contra o Espírito criador", ressaltou.   O papa disse também que a Igreja não pode se limitar a transmitir aos fiéis só a mensagem da salvação, mas tem uma responsabilidade em direção à criação e deve defendê-la também em público.   Bento XVI voltou a defender o casamento entre um homem e uma mulher como o único existente, assim como a indissolubilidade do casamento, e lembrou que é um sacramento adotado por Cristo.   Ampliada às 14h51

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