Para pintar o planeta de azul grená

Barcelona tenta fechar temporada com único título que lhe falta. Estudiantes promete surpreender novamente

, O Estadao de S.Paulo

19 Dezembro 2009 | 00h00

Raí, Palhinha, Cafu, Müller, comandados por Telê Santana, estragaram a festa em 1992. Três anos atrás, Fernandão, Iarley, Alexandre Pato, Adriano Gabiru, dirigidos por Abel Braga, adiaram mais uma vez o sonho catalão. Hoje, sem São Paulo, Internacional e nenhum brasileiro pelo caminho, o Barcelona tem a grande chance de, enfim, poder entrar no seleto grupo de campeões do mundo. Para colorir o planeta de azul grená, é necessário superar, hoje (14 horas de Brasília), em Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes, o abusado e sempre perigoso Estudiantes, tradicional clube argentino que já sentiu o sabor de estar no topo do mundo em 1968.

Numa decisão entre europeus e sul-americanos pela 49ª vez na história, agora as atenções estarão todas para um duelo entre amigos argentinos. Do lado do Barcelona, a espera está na juventude e habilidade de Messi, de 23 anos, prestes a ser consagrado o melhor jogador do mundo. Pelo Estudiantes, a arma é a experiência do capitão Verón, de 34 anos, que espera repetir a conquista de seus pai, Juan Roman na decisão de 1968, diante do Manchester United.

"Temos muita vontade de ganhar para fechar um ano magnífico com o único título que nos falta", afirma o meia Lionel Messi, recordando que o Barcelona nunca foi campeão mundial e por já ter erguido as taças do Espanhol, da Copa do Rei, das Supercopas da Espanha e da Europa e da Copa dos Campeões. "Vai ser muito especial para mim, pois nunca havia enfrentado uma equipe argentina, ainda mais numa circunstância dessa. E contra o Verón, que é muito meu amigo."

A amizade com o capitão do inimigo desta noite (20 horas nos Emirados Árabes) vem desde 2007, quando Messi começava a dar os primeiros passos na seleção argentina. "Tenho muito carinho por Verón. Quando estávamos na Copa América, foi ele quem mais se aproximou de mim. Me ajudou na minha integração com o grupo num momento em que estava começando", recorda La Pulga, eternamente grato ao companheiro.

Contra uma possível ingratidão, Verón fez uma recomendação a Messi. "Posso dizer até as cores de sua cueca e, depois, recomendo a ele que não jogue", brincou. Sério, garantiu que o Estudiantes pode sair campeão se apostar no seu espírito de luta, na garra argentina. "Temos um elenco com muita coragem, valentia, muito espírito de sacrifício, que sabe lidar com dificuldades." O exemplo vem da decisão da Libertadores, contra o Cruzeiro. "Não é um peso saber que terá muita gente torcendo contra. Sabemos em quais condições jogaremos, mas já houve piores, como em Belo Horizonte com 60 mil contra." O time saiu perdendo e virou, em 10 minutos, para ser campeão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.