Para presidente do PT, explicações de Palocci bastam

As informações prestadas até o momento pelo ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre o aumento de seu patrimônio são suficientes, afirmou nesta quinta-feira o presidente do PT, Rui Falcão, para quem as atividades do ministro estão dentro da "legalidade".

REUTERS

02 Junho 2011 | 18h50

"Para mim, as explicações que ele deu desde a primeira nota, de que exerceu consultoria legítima, sem usar em nenhum momento informações privilegiadas, elas são suficientes até o momento," disse Falcão, ao término da reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília.

O partido não emitiu nenhuma posição oficial sobre o ministro, que vem sofrendo pressão, especialmente da oposição, para esclarecer seu enriquecimento patrimonial e as operações de sua empresa, a consultoria Projeto.

O presidente teve uma conversa com Palocci em que o chefe da Casa Civil afirmou que prestou informações adicionais à Procuradoria-Geral da República (PGR) e que irá se manifestar "em data próxima" na imprensa a respeito das consultorias prestadas.

"A Executiva tomou conhecimento das informações que ele (Palocci) nos enviou e não entrou no mérito", disse Falcão ao ser questionado se o partido iria divulgar alguma nota ou posição oficial.

Ricardo Berzoini, ex-presidente da sigla, também entrou no coro e afirmou que a posição do partido é "de solidariedade ao governo", "coesão" e "unidade". Também defendeu que a PGR é o órgão "apropriado" para tratar do assunto.

Na contramão do discurso de solidariedade, alguns petistas têm cobrado publicamente que Palocci preste informações adicionais. Questionado sobre a ausência de uma nota da Executiva da sigla de apoio ao ministro petista, Falcão afirmou que o ele tem sido "sucessivamente defendido pelos companheiros e companheiras".

Para o presidente do PT, os colegas de partido que pediram explicações têm o direito de fazê-lo, e citou a liberdade de opinião.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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