Para promotor, menor presa no PA não aparece em vídeo

O promotor de Justiça Milton Menezes, integrante do Grupo de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas (Geproc), afastou a possibilidade de a menor L. aparecer no vídeo em que uma mulher foi gravada mantendo relações sexuais com vários homens em Abaetetuba. As imagens foram entregues à Comissão Externa do Congresso Nacional, que apura o caso da menor de 15 anos que ficou presa por 24 dias na mesma cela com vinte homens na delegacia do município.Segundo Menezes, as características físicas da mulher que aparece no vídeo levam a crer que ela seja maior de idade. Ele enfatizou que a relação sexual filmada seria consensual - ou seja, não haveria estupro. O local onde o vídeo foi feito, para Menezes, não é a carceragem da delegacia de Abaetetuba. A dúvida foi desfeita pelo banheiro que aparece no vídeo, diferente do utilizado pelos presos na delegacia.O trabalho da polícia agora será descobrir onde a gravação foi feita. "Eu não descarto que o vídeo possa ter sido gravado no banheiro administrativo da delegacia", disse Menezes. O celular com as imagens foi apreendido pela deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA). "Estou indignada com esses fatos. Quero que os responsáveis por todas essas violências sejam punidos", afirmou.O Ministério Público e a polícia ainda não receberam a gravação de um vídeo onde um menor, com problemas mentais, teria sido violentado dentro da cadeia de São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará. A presa que denunciou o caso em depoimento na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) será ouvida em novo depoimento. "Vou pedir garantias de vida para ela poder falar sem pressões de ninguém e fora do Centro de Recuperação Feminino (CRC), onde ela se encontra", antecipou a conselheira da OAB Valena Jacob.

CARLOS MENDES, Agencia Estado

30 de novembro de 2007 | 20h22

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