Para protestar, clínicas de aborto espanholas entram em greve

Manifestação contra 'a perseguição e o assédio' prejudica 200 mulheres que esperavam tratamento

Ansa,

08 de janeiro de 2008 | 15h41

As clínicas de aborto espanholas entrarão em greve a partir desta terça-feira, 8, e assim permanecerão até o próximo sábado, 12, em protesto contra "a perseguição e o assédio" que dizem ter sofrido por repetidos controles realizados nas últimas semanas, especialmente em Barcelona e Madri, em locais suspeitos de praticarem abortos tardios.   A greve foi decidida pelas clínicas que fazem parte da Associação de Clínicas Creditadas para a Interrupção de Gravidez (Acai). Cerca de 50 clínicas privadas aderiram à greve, que, segundo o jornal El País, atingirá em torno de 200 mulheres à espera de realizar um aborto.   Na Espanha, o aborto foi descriminalizado em 1985. Em 2006, 101.592 mulheres foram submetidas ao procedimento, das quais 13.894 tinham menos de 20 anos.   Ainda de acordo com o El País, 98% dos abortos na Espanha são feitos em clínicas particulares, já que na rede de saúde pública são comuns os casos de objeção de consciência, nos quais os médicos se recusam a praticar o aborto por questões éticas.

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