Para seu Santo, é 'escote bone'

Olívia Fraga,

01 Julho 2010 | 16h28

Ardida. Seu Santo conta que as pessoas sempre querem testar a ardência: "Eu corto e ofereço: conhece a scotch bonnet?". Foto: Felipe Rau/AE

 

 

Se você está começando agora a se interessar por pimentas, precisa conhecer dois especialistas: Santo Rodrigues e Mauro Akira.

 

Seu Santo vende pimentas há 38 anos. O vozeirão de imperador retumba pelo vão central do mercado Kinjo Yamato, em frente ao Mercado Municipal. À aproximação de um potencial comprador, dispara o gracejo: "Quantos quilos? Vai comer aqui?"

 

Ele conta que as pessoas sempre querem testar a ardência: "Eu corto e ofereço: conhece a scotch bonnet?", diz, apontando para um engradado forrado de papelão grosso, com uma cartelinha onde se lê "escote bone". Dialeto para entendidos.

 

Santo Rodrigues, natural de Pirassununga, vende para restaurantes, fábricas de molhos, botecos e Casas do Norte. Desnecessário dizer que gosta é das ardidas. "Antes da novela que falava de pimenta-biquinho, ninguém queria. Vinha grátis de Minas Gerais. É bonitinha, mas não tem graça."

 

 

Exclusividade. Akira é o único a vender pimenta na Ceagesp. Foto: Jonne Roriz/AE

 

 

Do outro lado da cidade, na Ceagesp, Mauro Akira acomoda caixinhas transparentes de pimentas. Depois de vender muito espinafre e agrião, Akira resolveu levar à feira o gosto cultivado em casa, nos arredores de Itapecerica da Serra. Carregou para o galpão parte da coleção de pimentas frescas que tinha em casa, disposto a mudar de ramo, não de profissão. Akira é o único a vender pimenta ali.

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