Parada Gay reúne milhares na orla de Copacabana

Depois de um feriado de dias nublados e com chuvas, o domingo ensolarado no Rio de Janeiro levou milhares de pessoas para a orla de Copacabana, na zona sul da cidade, para conferir a 17ª Parada do Orgulho LGBT.

HELOISA ARUTH STURM, Agência Estado

18 de novembro de 2012 | 19h25

Com o tema "Coração não tem preconceitos. Tem amor", o evento organizado pelo Grupo Arco Íris e Instituto Arco Íris colocou 13 trios elétricos para agitar a Avenida Atlântica e conscientizar a população sobre a violência e discriminação contra os homossexuais. Segundo os organizadores, 1 milhão de pessoas acompanharam a Parada Gay.

"Só pode haver política pública efetiva se for para todos, e o público LGBT estava, há décadas, sem apoio", disse o coordenador do programa do governo estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, que citou estatísticas recentes do IBGE mostrando que menos de 10% dos municípios brasileiros possuem políticas públicas nessa área. A abertura oficial do evento foi feita pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, que ficou durante todo o trajeto aproveitando a festa e dançando no primeiro carro de som.

Participaram também do evento as "Mães da Igualdade", organização de mulheres que perderam seus filhos em decorrência da violência homofóbica. Em abril deste ano, um estudo feito pelo Grupo Gay da Bahia identificou que 266 pessoas foram assassinadas em 2011 em virtude de sua orientação sexual.

Banhistas e pedestres aproveitaram para assistir ao show de cores das drag queens que desfilavam super produzidas. "É o momento de mostrarmos nosso trabalho e fazer as pessoas respeitarem o que a gente se propõe a fazer", disse Kimberlly Strass, de 23 anos, drag queen que trabalha em boates do Rio há 4 anos. A advogada Tamara Moreira, 34, que mora com o marido em Copacabana, assistiu à Parada Gay no ano passado e decidiu levar a mãe este ano para assistir ao desfile. "É um dos poucos momentos em que eles podem se manifestar, porque o preconceito ainda é muito grande. Aqui está todo mundo livre e ninguém fica olhando feio", disse a mãe de Tamara, a dona de casa Áurea Maria, 56.

Tudo o que sabemos sobre:
Rioparada gayCopacabana

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.