Paralisação atinge 39 universidades federais

A greve nas universidades federais atinge 39 instituições, segundo informações do sindicato dos docentes das instituições de ensino superior (Andes) - a rede federal conta com 59 universidades. A paralisação teve início na quarta-feira e ontem teve a adesão de mais seis universidades.

O Estado de S.Paulo

19 Maio 2012 | 03h03

Os docentes pedem a reestruturação do plano de carreira e melhoria das condições de trabalho nos câmpus criados nos últimos anos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). "A carreira docente está estraçalhada e não muda há décadas. Além disso, a condição de trabalho dos docentes é lamentável, em câmpus criados às pressas, sem nenhuma estrutura", diz Aloisio Finazzi Porto, do comando nacional de greve.

Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a paralisação afeta os câmpus Barra do Garças, Rondonópolis e Sinop. A adesão é em torno de 80%. A reitora Maria Lúcia Cavalli Neder disse que apoia a luta porque ela é justa. "Sabemos que o salário dos professores está defasado e eles precisam de um plano de carreira. O ministro é sensível à causa. Fico na torcida para que as negociações aconteçam o mais rápido possível."

Na Bahia, os docentes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) decidiram iniciar uma paralisação na segunda-feira, por tempo indeterminado. Na Universidade Federal da Bahia (Ufba), a principal do Estado, não há indicativo de greve.

Em Pernambuco, das três federais, a primeira a paralisar as atividades foi a Univasf, que fica em área de divisa com a Bahia e o Piauí. A estimativa é de que mais de 95% dos cerca de 400 professores tenham aderido à greve nos cinco câmpus, que ficam em cidades dos três Estados.

Na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a adesão é de 90% dos 1,1 mil professores, segundo o sindicato. A Universidade Federal de Pernambuco também está com atividades paralisadas, mas não há um balanço da adesão.

O MEC afirma que as negociações começaram em agosto de 2011, quando foi acertado reajuste de 4%. A pasta diz que as conversas para o novo plano de carreira estão no prazo e o novo modelo deve ser contemplado no orçamento de 2013. / TIAGO DÉCIMO, ANGELA LACERDA, FÁTIMA LESSA, ESPECIAL PARA O ESTADO, e P.S.

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